Shutter Island

Se alguém espera ler criticas negativas e contundentes a cerca do filme Ilha do Medo meu conselho é de que se retire imediatamente desta página, já diria os terapeutas de plantão “frustração pode causar mal a saúde” e não é a intenção dessa interlocutora que vós fala causar qualquer dano a algum de vocês. Se bem que não gostar de Ilha do Medo já demonstra algum tipo de dano por si próprio.

Antes de mais nada Ilha do Medo é baseado no livro Paciente 67 de Dennis Lehane.

O filme começa com os agentes federais Teddy Daniels (Leonardo di Caprio) e seu novo parceiro Chuck (Mark Rufallo) chegando de balsa a uma ilha onde fica instalado o Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, com o intuito de investigar a suposta fuga de uma de suas pacientes Rachel Solano acusada de ter matado os próprios filhos.
Ao desenrolar da história, descobrimos que Teddy não está na Ilha apenas para resolver o caso de Rachel Solando (Emily Mortimer), ele busca Andrew Laeddis, responsável pelo incêndio que matou sua mulher Dolores(Michelle Williams). Teddy explica que Laeddis desapareceu após chegar a Ashecliffe, o que o leva a suspeitar das atividades realizadas no hospital psiquiátrico. Teddy tem tonturas, dores de cabeça e várias ilusões envolvendo sua esposa.

Logo nas primeiras cenas Scorsese dá o tom que seguirá o resto da história, um carro que aparece lentamente através de uma nevoa (referência clara a Taxi Driver) na balsa que leva para a ilha. Nesse ponto já se sente o clima de suspense psicológico fortemente marcado pela trilha sonora, que em muito me fez lembrar o estilo do Kubrick. Aliás toda a parte sonora do filme merecia um capitulo a parte, com uma edição de som perfeitamente executada.
A fotografia e a direção de arte recriam desde a primeira cena a atmosfera da época (1954) e sentimos aquele gosto de film noir.
Voltando ao inicio do filme, os agentes quando chegam a Ilha são recebidos por guardas fortemente armados e visivelmente tensos, repare que nesse momento Martin Scorsese dá a primeira dica sobre a real história do filme, mas é demasiadamente cedo para qualquer um perceber.

Existem muitas referências históricas em Shutter Island, o constante pavor dos pacientes pelo “mundo lá fora , com suas bombas de hidrogênio”,guerra, “vozes e imagens dentro de uma caixa” (televisão), as constantes lembranças de Teddy com a guerra… tudo se encaixa pra trazer ao espectador o sentimento de insegurança e pavor do pós guerra.
O filme em si pode conter elementos comuns a esse gênero de cinema,mas é a forma como Martim Scorsese conduz ao inesperado que deixa Ilha do Medo bem acima da média.
E pra quem não acredita nessa humilde pessoa que vós fala colocarei aqui uma parte de outra critica de um site especializado : “Ainda que pese um teor mais comercial em Ilha do Medo, engana-se quem pensa que Scorsese cai numa simples gratuidade de gênero.  Pelo contrário: a trama serve de pano de fundo para uma reflexão muito mais profunda e abrangente do que inicialmente pode se supor.”

As supostas “visões” que o  detetive Teddy desenvolve ao longo do filme são o verdadeiro ponto de partida da trama e que ao final nos deixam com cara de tacho mostrando que Scorsese pontuou o tempo todo o que estava por vir e nós simplesmente não conseguimos descobrir.

Leonardo Di Caprio fez uma de suas melhores atuações ao meu ver, sim ele é um ótimo ator que infelizmente ficou marcado pelo famigerado Titanic. Ben Kingsley faz o psiquiatra chefe do hospital e em um uma interpretação marcante nós leva o tempo inteiro a questionar “será ele bom ou mau”. Interpretações secundárias também ganham mais vida nesse filme como as dos dois chefes de policia local (John Carroll Lynch e  Teddy Levine) que também ajudam a dar um certo clima aterrorizante ao filme.

Para finalizar me atrevo a dizer que Shutter Island já pode ser considerado sem dúvida um dos melhores filmes de 2010.

dica: assista o filme pela segunda vez e procure referência a outros filmes clássico, vc achará toneladas dela.
repare nos mínimos detalhes: a dificuldade de chuck em manejar o coldre da arma, a tensão dos policiais, o aparente descaso da instituição em achar a paciente sumida etc etc , e tente liga-los na sua mente antes q o filme acabe.

p.s: quando já estiver passo um tempo e todo mundo tiver assistido coloco minhas tantas outras considerações aqui, essas que não poderia falar sem revelar completamente o filme.

beijos e até mais

Lígia Lucchesi

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~ por Lígia Lucchesi em 23/03/2010.

Uma resposta to “Shutter Island”

  1. quando eu assisti Lembranças tinha a intenção de ver Ilha do medo.
    lendo esse post só me arrependo ainda mais por ter cedido às minhas amigas.. haha, enfim, esse filme parece ser bom, o scorcese gostando ou não é fantástico, e o leozinho dá para o gasto… kkkk

    curti o layout do blog hein, beijos moça

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